I M P U N I D A D E - VERGONHA NACIONAL

É INACEITÁVEL QUE A IMPUNIDADE E A VIOLÊNCIA SEJAM TRANSFORMADAS EM VALORES LEGÍTIMOS DO MORAL NACIONAL*** Não existe democracia onde não existe segurança do Direito com Soberania, Paz Social, Progresso, Integração Nacional e Integridade do Patrimônio Nacional.

20070327

O ministro do Santander

O ministro do Santander

Em 20 de novembro de 1975, morreu o ditador Franco, "caudilho da Espanha pela graça de Deus". Com a democracia e a liberdade, em 4 de maio de 76 nascia "El Pais", hoje o maior jornal da Espanha e da Europa.
José Ortega, filho do filósofo Ortega y Gasset, e outros jornalistas não tinham dinheiro para lançá-lo sozinhos, venderam 25% das ações ao editor Jesus Polanco Gutierrez, da "Opus Dei", e a mais de mil acionistas individuais.
Polanco tinha por trás dele o Banco Santander e a Telefônica, que são associados. Foi comprando as ações dos outros e, quando conseguiu a maioria, pôs José Ortega como presidente honorário e assumiu o comando. Até hoje.
Espanha
Mas o que é que o Brasil tem com isso? Tem muito. Os três, Santander, Telefônica e Polanco, acabam de nomear o ministro do Desenvolvimento do Brasil, o jornalista, como Polanco, e banqueiro, como Polanco, Miguel Jorge.
Eles não desembarcaram aqui ontem. Na madrugada de 29 de dezembro de 94, dois dias antes das posses de Fernando Henrique na presidência da República e Mario Covas no governo de São Paulo, o óbvio presidente do Banco Central Gustavo Loyola decretou a intervenção no Banespa, que depois Fernando Henrique doou ao Santander, o maior banco da Espanha.
Quando Fernando Henrique privatizou o sistema de telecomunicações, o de São Paulo, maior e mais rentável do País, foi entregue exatamente à Telefônica espanhola, parceira do Santander e de Polanco. Tudo em casa.
Polanco
Polanco também não apareceu agora. Trabalhando para a ditadura de Franco desde 47, em 60 fundou a Editora Santillana, para livros didáticos. Em 63, já tinha uma editora na Argentina. Em 68, nos Estados Unidos. Em 69, no Chile. Depois, México, Venezuela, Peru, Colômbia, Equador, Porto Rico.
Passou a comprar as editoras concorrentes nesses países, como a Sudamericana (a de Gabriel García Marquez) e a Mecê (a de Jorge Luis Borges). Criou a Eductrade e a distribuidora Itaca. E logo tinha o monopólio de livros didáticos e material escolar em espanhol, na Europa e Américas.
E Polanco chegou ao Brasil. Em 2001, com o Santander e a Telefônica atrás, comprou as paulistas Moderna e Salamandra, as duas maiores editoras brasileiras de livros didáticos e infantis, e outras menores. Atacou também no Rio. Pouco depois, a sua editora Planeta tirava Paulo Coelho da Rocco e numerosos outros autores de outras editoras nacionais. O "dumping" continua.
Fernando Henrique
Toda essa história está contada, documentada, em dois best-sellers do jornalista espanhol Ramon Tijeras: "Como funcionam os grupos de pressão espanhóis - O Império Polanco" e "O dinheiro do poder - A trama econômica na Espanha". O que fizeram e fazem na Espanha é o que fazem também aqui.
Desde que deixou a presidência da República, Fernando Henrique está há quatro anos rodando pelo mundo, com todo seu charme e bom gosto, como um príncipe intelectual, um xeque-sociólogo, presidindo o Clube de Madrid, fazendo "conferências", participando de "seminários", dando "aulas".
Quem banca essa festa toda? O agradecido Santander, a quem Fernando Henrique literalmente doou o Banespa, o segundo maior banco público do País. É um troca-troca sobre o oceano. O Santander é o fundador, financiador e dono do Clube de Madrid, em cujas doces águas Fernando Henrique navega.
Miguel Jorge
Não é surpresa a posse, hoje, do novo ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, vice-presidente do Santander desde 2001. Jornalista competente, foi para São Paulo na década de 60, com o chamado "grupo de Minas", que ajudou Mino Carta e Murilo Felisberto a fundarem o "Jornal da Tarde". Acabou diretor de redação do "Estado de S. Paulo", de 77 a 87.
De lá foi 15 anos diretor da Autolatina (Ford e Volkswagen) e em 2001 para o Santander, onde, "nos períodos pré-eleitorais, costumava montar um escritório para receber políticos que buscavam doações eleitorais. O Santander foi o segundo maior doador (o primeiro foi o vice José Alencar) da campanha de Lula à presidência em 2002, com R$ 1,4 milhão, o mesmo valor doado ao tucano José Serra. O número total (R$ 4 milhões) contrasta com os R$ 12 mil declarados em 2006. O Santander optou pela chamada doação camuflada, uma brecha na legislação que permite doar o dinheiro para os partidos que, depois, o repassam para os candidatos" (Regina Alvarez e Ricardo Galhardo, "O Globo").
Redação Sebastão Neri


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