Saindo à francesa
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O que era para ser uma grande mudança, não deve passar de um enorme fiasco. A revolucionária reforma ministerial, anunciada pelo presidente Lula logo após a vitória nas urnas eleitorais, foi reduzida a algumas pequenas mudanças, o que faz com que o anúncio da nova equipe de governo não passe de um mambembe puxadinho de fundo de quintal. Como noticiou a coluna, há dias, o novo ministro da Integração Nacional será o deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), o que reforça o poder de fogo do atual presidente do partido, Michel Temer, ao mesmo tempo em que implodiu a candidatura do gaúcho Nelson Jobim. Após negar seguidamente a renúncia à candidatura, Nelson Jobim desistiu de disputar a presidência nacional do PMDB, assunto que será sacramentado pelo partido no próximo domingo. Complicou de vez Para ludibriar a opinião pública, o presidente Lula, abusando de sua retórica populista, anunciou no começo deste ano que faria um governo de coalizão. E a tal coalizão tinha o PMDB como âncora. Com a ala de Nelson Jobim derrotada, além de visivelmente irritada com o comportamento do presidente Lula – ele pulou do barco em plena viagem – os senadores Renan Calheiros e José Sarney liberaram os integrantes do partido da obrigação de apoiarem o Palácio do Planalto. A partir de agora, além de um fiasco batizado de PAC, Lula terá mais uma árdua tarefa. A de restaurar as rachaduras internas do PMDB, caso queira governar sem muitos sobressaltos. Do contrário, será como a tão cantada música Águas de Março. Pau e pedra à vontade. Mais: com a saída de parte do PMDB da base de apoio ao Palácio do Planalto, o PAC tem poucas chances de ser aprovado no Senado. Por Ucho Haddad (*) |
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